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Muito se fala sobre a responsabilidade social, mas todos se esquecem de outras responsabilidades tão importantes quanto essa.
Estranho falar de responsabilidade alimentar? Para falar a verdade, apenas utilizei de um trocadilho, mas é para chamar a atenção mesmo. Então, vamos saber um pouco mais sobre o assunto.
Será que alguém já imaginou que daqui a alguns anos poderá não haver alimento suficiente para toda a população mundial? Estima-se que em 2050 a população mundial varie entre 10 e 15 milhões de habitantes.
Segundo estudos realizados nos EUA, caso não haja, desde agora, a consciência da população com relação à alimentação, poderá não haver terras e espaço suficiente para a produção de alimentos para a população estimada.
Mas como ter consciência de algo como alimentação? Em primeiro lugar, você sabe de onde vem o alimento que você coloca em sua mesa? Isso é muito importante, pois se consumirmos um alimento que vem do outro lado do país, devemos levar em consideração que o transporte desse alimento gera uma determinada quantidade de CO2 lançada na atmosfera. Dessa forma começamos a “dar corpo” a essa preocupação e ver que não é tão dispensável essa preocupação.
Se analisarmos a situação, chegaremos à conclusão de que o grande problema e o principal agravante da situação é a agropecuária mundial, visto que até mesmo para a produção de gado e outras criações, há necessidade da produção agrícola, para a produção da ração desses animais.
Calcula-se que para a produção de 500g de carne bovina seja necessária a produção de meio campo de futebol de milho.
Outro ponto a ser discutido é a cultura da população, onde se cultiva a idéia de que a carne seja o principal item no prato. Assim, devemos mudar a idéia de guarnição e principal, transformando a carne (ou qualquer outra proteína) em guarnição para que o impacto seja menor.
Essa é uma idéia que deve ser cultivado desde já, pois quando começarem a aparecer mais sinais dessa crise, poderá ser tarde ou até mesmo muito mais difícil de contornar a situação.
E, percebam, ainda não falamos sobre a expectativa de escassez de água, o que torna a perspectiva bem pior do que já parecem ser.
Bom, mas isso também não é motivo para parar de consumir carne. Mas é legal já começarmos a pensar no que podemos fazer para evitar essa situação ou mesmo que seja minimizá-lo.



Chef  Iris Garcia
Informações revista “Galileu”