6 pecados ambientais da sacola plástica. 07/08/2011
Saiba porque as polêmicas sacolinhas plásticas distribuídas aos montes por supermercados e centros comerciais em todo o mundo são um perigo ambulante para o meio ambiente Vanessa Barbosa Exame.com - 14/06/2011 1. UM PROBLEMÃO QUE LEVA ATÉ 400 ANOS PARA DESAPARECER É isso mesmo, sacos e sacolas plásticas podem demorar até quatro séculos para se decompor, dependendo da exposição à luz ultravioleta e outros fatores. Trata-se de um período oitocentas vezes maior que o necessário para pôr um fim em materiais como papel ou papelão. Ao contrário do que acontece com o lixo orgânico, que leva entre 2 meses e um ano para "sumir" - sendo decomposto por minhocas, fungos e bactérias - a natureza simplesmente não sabe como se livrar dos plásticos. Introduzidos na década de 1970, os sacos plásticos são relativamente novos no universo e por isso, segundo cientistas, ainda não há um micoorganismo capaz de decompor no curto prazo esse material, dono de cadeias moleculares quase inquebráveis. Resumo da ópera: apesar de práticas para o homem, as sacolinhas de polietileno feitas a partir de combustível fóssil são um péssimo negócio para a natureza. 2. SOBRECARREGAM ATERROS, REDUZINDO SUA VIDA ÚTIL Por ano, são produzidos em todo o mundo pelo menos 500 bilhões de unidades de saco plástico, o que equivale a 1,4 bilhão a cada dia ou 1 milhão por minuto. Imagine agora todo esse grande volume de sacolas indo parar nos aterros e lixões a céu aberto. A cena é no mínimo pavorosa, não? No Brasil, os sacos plásticos já representam 10% de todo lixo nacional. Quando descartados de forma inadequada, eles comprometem a capacidade do aterro, reduzindo sua vida útil e deixando o terreno impermeável e instável para o processo de biodegradação de materiais orgânicos. Pra não falar do tempo quase infinito que levam para desaparecer. Com o excesso de sacolas plásticas, os municípios são obrigados a ampliar seus aterros sanitários. 3. CONTRIBUEM PARA INUNDAÇÕES NOS GRANDES CENTROS URBANOS Em épocas de chuva, as sacolas mostram as consequências do descarte incorreto, entupindo bueiros nos grandes centros urbanos. Distribuídas a torto e a direito por farmácias, padarias, lojas e principalmente mercados, elas fazem um verdadeiro estrago. Leves e finas, as sacolinhas são varridas pelo vento e pela chuva para os bueiros, prejudicando o escoamento de água, o que contribui para ocorrência de enchentes. Claro que elas não são as únicas culpadas pelas enchentes e inundações das cidades, mas contribuem muito para agravar o quadro de impermeabilização urbana. Além disso, bueiros entupidos por plásticos tornam-se o ambiente ideal para a reprodução de insetos transmissores de doenças, como mosquitos da dengue. 4. FORMAM ILHAS DE LIXO PLÁSTICO NOS OCEANOS Nem os oceanos escapam da "plastificação" em massa. Os resíduos plásticos dos aterros urbanos são carregados por enxurradas para o mar ou despejados diretamente nos rios pela população. E eles viajam milhares de quilômetros, sendo encontrados em ilhas e regiões marítimas remotas, bem longe da presença humana. Para se ter uma ideia, uma imensa área entre o litoral da Califórnia e o Havaí ganhou o nome de Lixão de Pacífico. Trata-se uma faixa formada por resíduos com extensão aproximada de 1,6 mil quilômetros que fica à deriva no mar. Outro exemplo assustador da "plastificação" oceânica pode ser encontrado entre o Rio de Janeiro e a ilha de Ascensão, uma possessão britânica que fica no meio do Oceano Atlântico, no sentido de Angola, no Continente Africano. Uma expedição do projeto 5 Gyres, que avalia a poluição dos oceanos por resíduos plásticos em todo o mundo, encontrou fragmentos plásticos ao longo de todo o percurso de 3,5 mil km entre o Rio e a ilha, como se formassem uma linha fina e ininterrupta de lixo. 5. MATAM MILHARES DE ANIMAIS POR ASFIXIA E INGESTÃO A poluição dos oceanos por resíduos plásticos têm consequências catastróficas para a vida nesse ecossistema. Muitos animais podem morrer por asfixia ou ingestão de fragmentos. Entre as principais vítimas estão tartarugas marinhas, peixes e aves como o albatroz. Estimativas do Programa de Meio Ambienta da ONU (UNEP) apontam que anualmente o plástico é responsável pela morte de pelo menos um milhão de animais marinhos. Pelo volume no estômago, o animal que ingere o plástico acha que não precisa se alimentar e acaba morrendo por inanição, isso se não for asfixiado antes. Pior, quando o corpo do animal se decompõe, o plástico ingerido é liberado novamente no meio ambiente. 6. LIBERAM SUBSTÂNCIAS TÓXICAS AO SE DECOMPOR A decomposição de sacos plásticos na natureza, ainda que demorada, libera substâncias químicas que contaminam o meio ambiente. No mar, esse processo é acelerado devido à exposição do resíduo ao sol e à água. Segundo estudos da Universidade de Nihon, no Japão, quando o plástico se decompõe no mar, libera bisfenol-A (BPA) e oligômero (PS), substâncias químicas tóxicas que podem afetar a reprodução, o crescimento e o desenvolvimento de animais marinhos. Os males do saco plástico não terminam aí. A tinta usada para impressão colorida possui cádmio, um metal pesado altamente tóxico nocivo ao meio ambiente e à saúde dos animais. Add Comment Responsabilidade Alimentar 10/19/2010
Muito se fala sobre a responsabilidade social, mas todos se esquecem de outras responsabilidades tão importantes quanto essa. Estranho falar de responsabilidade alimentar? Para falar a verdade, apenas utilizei de um trocadilho, mas é para chamar a atenção mesmo. Então, vamos saber um pouco mais sobre o assunto. Será que alguém já imaginou que daqui a alguns anos poderá não haver alimento suficiente para toda a população mundial? Estima-se que em 2050 a população mundial varie entre 10 e 15 milhões de habitantes. Segundo estudos realizados nos EUA, caso não haja, desde agora, a consciência da população com relação à alimentação, poderá não haver terras e espaço suficiente para a produção de alimentos para a população estimada. Mas como ter consciência de algo como alimentação? Em primeiro lugar, você sabe de onde vem o alimento que você coloca em sua mesa? Isso é muito importante, pois se consumirmos um alimento que vem do outro lado do país, devemos levar em consideração que o transporte desse alimento gera uma determinada quantidade de CO2 lançada na atmosfera. Dessa forma começamos a “dar corpo” a essa preocupação e ver que não é tão dispensável essa preocupação. Se analisarmos a situação, chegaremos à conclusão de que o grande problema e o principal agravante da situação é a agropecuária mundial, visto que até mesmo para a produção de gado e outras criações, há necessidade da produção agrícola, para a produção da ração desses animais. Calcula-se que para a produção de 500g de carne bovina seja necessária a produção de meio campo de futebol de milho. Outro ponto a ser discutido é a cultura da população, onde se cultiva a idéia de que a carne seja o principal item no prato. Assim, devemos mudar a idéia de guarnição e principal, transformando a carne (ou qualquer outra proteína) em guarnição para que o impacto seja menor. Essa é uma idéia que deve ser cultivado desde já, pois quando começarem a aparecer mais sinais dessa crise, poderá ser tarde ou até mesmo muito mais difícil de contornar a situação. E, percebam, ainda não falamos sobre a expectativa de escassez de água, o que torna a perspectiva bem pior do que já parecem ser. Bom, mas isso também não é motivo para parar de consumir carne. Mas é legal já começarmos a pensar no que podemos fazer para evitar essa situação ou mesmo que seja minimizá-lo. Chef Iris Garcia Informações revista “Galileu” Gastronomia 'dicas e sugestões' 08/05/2009
Bom galera, estou chegando por aqui para passar informações, dicas e sugestões de gastronomia para quem muito se interessa pela área e para aqueles que talvez nem tanto, mas gostam de uma dica ou conhecer as curiosidades dessa área tão encantadora. Meu nome é Iris, sou formada em gastronomia pela Universidade Cruzeiro do Sul e atualmente curso minha especialização em panificação e confeitaria, que, aliás, é minha grande paixão. E ainda pretendo fazer pós graduação em gestão de empreendimentos gastronômicos no ano de 2010. Como vocês podem perceber, encontrei meu rumo, meu sonho e minha profissão. É muito bom quando conseguimos unir a paixão à profissão. O trabalho fica muito mais leve, menos estressante e muito menos cansativo. Mas o difícil é chegar à decisão correta. Podemos dizer que 80% das pessoas gostam de cozinhar, mas quando esse “hobby” pode virar profissão? Não basta gostar. Pois uma coisa é cozinhar para a família ou amigos num final de semana. Outra coisa é cozinhar para dezenas de pessoas todos os dias. E o pior, pessoas que não conhecemos, não sabemos os gostos, as preferências. Ter que agradar muitas pessoas com um único tempero, uma única idéia. Por isso acredito que a gastronomia está estritamente ligada à arte. Pois o que um chef de cozinha faz é uma arte. A arte da combinação de temperos, aromas, sabores, texturas e chegar a um resultado final que agrada aos cinco sentidos humanos. Onde conquistamos nosso cliente pela visão, tato, olfato, paladar e porque não pela audição. Quem não gosta daquele tilintar de uma carne assando na brasa por exemplo. Por isso que seguir a carreira de gastrônomo é uma decisão difícil. Tem que ter o dom para a profissão e não acreditar que quem faz uma faculdade de gastronomia viverá em glória desde o início. Antes de chegar ao sucesso e ao reconhecimento, um profissional da área de gastronomia tem que trabalhar muito. Muitos dos que entram nessa área atuam inicialmente no suporte de uma cozinha. Por exemplo, ou começa na pia do restaurante, o steward, ou mesmo como auxiliar de cozinha que apenas dá o suporte ao cozinheiro organizando o pré-preparo das produções (mis-en-place). O curso de gastronomia, infelizmente, não retrata com detalhes o trabalho dentro de uma cozinha industrial ou de restaurante. Na universidade tudo é muito tranqüilo, completamente o inverso de uma cozinha em pleno vapor. Mas não é nada insuportável, é uma diferença muito grande, mas não trata-se de nenhuma barreira intransponível. Muitas coisas aprendemos dentro de um restaurante, no primeiro emprego na área. Mas quero deixar claro que essa dificuldade que encontramos ao sair de uma universidade e entrar na área escolhida ocorre em qualquer profissão. Nunca o ensino será ou representará com fidelidade o dia-a-dia da profissão. Mas infelizmente, na área de gastronomia, pelo fato da maioria dos ‘cozinheiros de talento’ (assim como chamo os ótimos cozinheiros que não estudaram para atuar na área) não possuírem estudo específico, há muito preconceito contra quem estuda para atuar nessa área. Somos muito discriminados pelos cozinheiros de carreira e antigos, por quem somos chamados de cozinheiros de fachada. Mas, antes de continuar, preciso deixar claro que respeito muito os cozinheiros de talento, pois é com eles que nós obtemos a maior parte de nosso conhecimento profissional. Nesse pouco tempo de atuação na área, já fui muito discriminada. Primeiro pelo fato de ter estudado gastronomia (hilário, já que deveria ser o contrário). Para os cozinheiros de talento isso não significa nada além de “dinheiro jogado fora”. Outro fato de discriminação é a idade e o sexo. A maior parte dos cozinheiros é mais velha e homens. Imaginem só quando é contratada uma chef (mulher) e muito mais nova que eles. Tive muita dificuldade até conseguir mostrar que estava naquele lugar para somar e não para dividir. É difícil você entrar num lugar para exercer seu trabalho e ser no mínimo 10 anos mais nova que o cozinheiro (no meu caso) machista. Mas posso afirmar que tudo isso vale a pena. Contribui para o crescimento profissional, onde você aprende a lidar com as diferenças e dificuldades. E pessoal, porque você se torna uma pessoa mais acessível e receptiva. É mais ou menos isso que quero passar para vocês nesse primeiro contato. O caminho entre a decisão de seguir a profissão e a entrada no mercado de trabalho. Vou deixar aqui alguns links de universidades que oferecem cursos de gastronomia, pra quem está interessado na área o ideal é pesquisar sobre o curso em diferentes universidades, pois a variação de valores e grade curricular é muito grande de universidade para universidade. A mensalidade do curso hoje varia de R$500,00 à R$1.800,00. Além de existirem cursos de formação universitária e cursos seqüenciais. Então vale a pena pesquisar. Mas o intuito desse espaço é passar dicas, receitas, curiosidades e um pouco da história da gastronomia e dos alimentos. Caso queiram saber sobre algum assunto específico entrem em contato através do comentario abaixo e abordaremos o assunto com todo o prazer. Chef Iris Garcia. |




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